E O ASSUNTO DO MOMENTO é mesmo a venda da marca de Alexandre Herchcovitch para a holding IM - Identidade Moda, mesmo grupo que comprou Zoomp, Zapping, Fause haten, entre outros, e a probabilidade de mais e mais marcas sofrerem um processo de aquisição. Para ler o artigo, clique aqui. E aqui para ler uma entrevista inédita para o site da Erika Palomino.
Sem traço de pessimismo ou anti-capitalismo, mas...
. realmente não existe o risco de o criador da marca perder a direção criativa (um quê de deja-vu com Somer e outros criadores)?. Não sejamos ingênuos; até que ponto a opinião do criador será levada em consideração diante de um impasse que possa determinar um lucro? Até quando o DNA que atraiu a compra será preservado?
. considerando a comparação que vem sendo feita sobre o Brasil finalmente entrar no processo de compra de marcas menores por grandes conglomerados que ocorreu nos Estados Unidos e Europa desde os anos 80, guardadas as devidas proporções e comparações, com a democratização dessas marcas (eufemismo para aumento de linha de produção e número de lojas), que não aconteça com elas o que aconteceu com as marcas de luxo. As lojas pequenas, boutiques, que são realmente iniciadas como negócios de família e não têm mesmo mais de um ponto comercial, perderam o traço de exclusividade, de artesania, que as consagrou. Há pessoas que consomem por esse caráter de diferenciação (principalmente no caso de AH que a meu ver não perdeu o traço altenativo - e de que eu gosto muito!).
Vamos torcer para que todos saiam ganhando - criadores, grupos compradores e nós, consumidores!
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