Dolly
Oi, Princesas!
A moda é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que nos ajuda a buscar uma identidade, pode nos tornar ovelhas do mesmo rebanho. Mas dado o pequeno número de estilistas e marcas, consagrados ou não, que buscam fazer um número reduzido de peças, poucas são as pessoas que se apaixonam por uma roupa e deixam de levá-la pelo simples caráter de não-exclusividade (supondo-se que o fator financeiro não seja uma questão, é claro!). Mas, então, o que fazer?
A Maria Prata fez uma matéria para a Vogue deste mês falando sobre a saia-justa de se encontrar alguém vestindo o mesmo modelito seu em um evento. As marcas de luxo costumam ter um livrinho onde anotam quem comprou o que para usar quando e onde. Essa frase meio confusa também parece não surtir grandes resultados na vida real. Acontece que, como a própria matéria cita, a maioria das lojas marca somente a primeira vez vez em que a roupa será usada. E depois? E se eu comprei uma roupa e de última hora quero usá-la num determinado evento? Não posso? E tem mais, eles estão se referindo apenas à "alta-costura" e eventos mais hypados, mas não é igualmente saia-justa ir à festa de um amigo ou a um barzinho e encontrar seu clone?
No Brasil, um dos últimos eventos mais comentados onde isto aconteceu foi o casamento de Wanessa Camargo e Marcus Buaiz. Vejam (se é que ainda não viram):
Luciana Prezia/Silvia Santana
Retomo meu parágrafo de abertura. O vestido de paetês é lindo, inegavelmente um dos must-haves da estação, lembro a primeira vez em que vi a Isabella Fiorentino usando um da NK Store, mas com a moda tão democrática e todo mundo tendo acesso a tudo, ficou difícil fugir da combinação meia-opaca preta e sapato preto, não? (nessa foto não dá para ver o look inteiro, mas era isso que ambas usavam). É aqui que entra o estilo, o RG dos tempos modernos. Olhem só:
Reprodução
Eis que surge a sempre linda Mischa Barton com seu vestido de paetês em uma combinação beeem mais moderna. Ok, provavelmente sob orientação de sua falem-bem-ou-mal-mas-falem-de-mim mas sempre competente personal stylist Rachel Zoe. Ainda assim valendo.
Sei que em alguns casos não dá para escapar, tipo com super vestidos de festa que não exigem grandes acessórios além de uma boa sandália ou brincos, e aí o negócio é confiar no livrinho da loja mesmo. Mas, sempre que possível, eis algumas dicas para tentar evitar encontrar alguém de quem você foi separado no nascimento:
- Evite comprar o look inteiro num lugar só, misture com peças que você já tem em casa;
- Imprima seu olhar, use e abuse de acessórios, como broches, lenços, faixas, bijuterias, cintos etc;
- Acesse outras fontes de referências que não os desfiles e as revistas de moda. Inspire-se nas ruas e naquela sua colega de trabalho que faz combinações diferentes e fofas. Veja os blogs de streetwear, são bem legais, tem os links no 'Eu passo por aqui'. E em breve vocês poderão encontrar essa novidade por aqui também, vai estar sob a categora 'Está nas Ruas';
- Finalmente, o mais difícil - tente sempre que possível fugir do óbvio!
Beijos!
Moro numa ilha ao norte de Santa Catarina chamada São Francisco do Sul e aqui tá um calor danado!!!Como a cidade é pequena e a maioria dos estabelecimentos é ascessível a pé,o pessoal geralmente não se veste muito bem,o look básico inclui rasteira e um vestidinho básico,e tudo isso por conta do calor.Como se pode encrementar um look num calor danado destes onde até uma pulseira a mais te faz suar????
Posted by: Estela | 20 de fevereiro de 2009 at 10:25